
Bom, este é um dia especial, e um dia especial, assim, pede que demos atenção especial para o assunto da maternidade, ser uma esposa e mãe, um assunto pelo qual a Palavra de Deus fala explicitamente. E eu quero chamar sua atenção, se possível, para Provérbios, capítulo 31 – Provérbios, capítulo 31, para olharmos juntos a Palavra de Deus e suas instruções sobre o assunto da Esposa Virtuosa. Sabe, é incrível como nossa sociedade tem mudado sua percepção da mulher e sua função. E eu não quero dizer que essa mudança tem acontecido nos últimos milhares de anos, desde que Provérbios 31 foi escrito, mas parece, para mim, que a mudança ocorreu nos últimos 20 ou 30 anos. Parece, para mim, que pelo menos no tempo da minha vida, tinha uma época da minha vida em que a sociedade conseguia pelo menos entender e afirmar o padrão da esposa virtuosa apresentada em Provérbios 31. Mas, nos últimos mais ou menos 30 anos, nossa sociedade tem se afastado tanto desses princípios, que parece quase loucura imaginar uma mulher, nos anos oitenta, entrando nos moldes dos padrões dados aqui, em Provérbios 31.
Que tipo de mulher nossa sociedade honra? Quem é a mulher honrada nos anos oitenta? Quem é a mulher protótipo dos anos oitenta? Como é a supermulher moderna? Se nossa sociedade e nossa cultura pudessem criar uma mulher, como seria essa mulher? Bom, vamos ver se eu consigo definir isso. Ela teria um emprego, teria uma carreira, exigiria o mesmo salário que o homem. Ela se recusaria a ser submissa ao seu marido, exigindo igualdade em tudo. Ela teria um amante, ou dois ou três, um divórcio, ou dois ou três, um aborto ou dois. Ela com certeza iria exercer sua independência. Ela garantiria sua plena realização. Ela iria depender de seus próprios recursos. Ela não gostaria que seu marido ou filhos ameaçassem seus objetivos pessoais. Ela teria sua própria conta bancária. Ela contrataria uma empregada ou serviço de limpeza. Ela comeria fora pelo menos 50 por cento das vezes, com sua família ou não. Ela serviria cereal frio e café, o café da manhã padrão para a família, e comida congelada para a janta, e com certeza esperaria que seu marido fizesse metade do trabalho doméstico. Ela teria um bronzeado, um penteado legal, seria malhada, com muito músculo. Ela faria compras para se manter na moda e garantir que está no páreo no campeonato de chamar atenção. Ela colocaria seus filhos em uma creche, garantindo também que cada um tivesse uma TV em seu quarto, para que, quando em casa, não atrapalhassem sua rotina. Ela teria fortes opiniões. Ela exigiria ser ouvida, e estaria ansiosa para cumprir suas ambições pessoais. O mundo a aplaudiria, e ela não conseguiria se manter casada ou feliz, e seus filhos provavelmente usariam drogas. Mas ela seria uma mulher dos anos oitenta; e ela está a um milhão de quilômetros da mulher de Deus descrita em Provérbios 31.
Vocês entendem que o livro de Provérbios é uma coleção de ensinos de sabedoria que pais e mães tinham de dar a seus filhos? Vocês entendem que era comum em uma família Judaica, para um pai, ensinar aos seus filhos as verdades desse livro? E não só o pai, mas também a mãe, pois em várias ocasiões diz: “Não abandone as instruções de sua mãe.” Esse era basicamente o manual prático para viver a vida que os pais Judeus ensinavam aos seus filhos. Agora, uma das coisas mais importantes que as crianças precisavam aprender estava direcionado aos meninos, e isso era como selecionar a mulher certa. Aliás, no início do livro de Provérbios, os jovens meninos foram advertidos sobre o tipo errado de mulher, a adúltera que elogia com seus lábios, a adúltera que abandona seu marido, quebra o pacto, e considera a união com outro, a adúltera, cujos lábios destilam mel, mas que trazem morte e destruição, a adúltera de conversa mole e que caça para fazer sua presa. Provérbios avisa sobre a mulher barulhenta, a mulher briguenta, a mulher rebelde, a mulher tola. E os filhos de Israel foram avisados a ficar longe e evitar tais mulheres.
O capítulo 12 de Provérbios, versículo 4, diz: “A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como podridão nos seus ossos.” Encontre uma mulher virtuosa, fique longe de qualquer coisa menos do que isso. Então o aviso foi dado. O capítulo 19, versículo 14, traz uma verdade esperançosa. Diz: “A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do SENHOR, a esposa prudente.” Uma esposa sábia, uma esposa virtuosa, uma esposa piedosa é um presente de Deus. Então, por todo esse livro maravilhoso de sabedoria, existem instruções sobre que tipo de mulher a evitar, e para ir atrás da mulher virtuosa, a mulher virtuosa, que é um presente de Deus. É interessante, para mim, que o último capítulo de Provérbios é o capítulo 31, que toda a instrução dada chega em um clímax nesse ponto. E o que temos no capítulo 31 é o último ensinamento de um pai para um filho; nesse caso, de uma mãe para um filho. O versículo 1 nos diz que essas são as palavras do Rei Lemuel, ele que as escreveu, mas são as coisas que sua mãe lhe ensinou. Aqui temos uma mãe desconhecida; não sabemos nada sobre o Rei Lemuel, essa é a única vez que seu nome é mencionado. Não sabemos nada sobre sua mãe, mas aqui está uma mãe judia que ensinou seu filho como escolher uma mulher, e muitas outras coisas importantes também. E essa é a sabedoria dela dada a ele.
No versículo 2: “Que te direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que te direi, ó filho dos meus votos?” Em outras palavras, o que digo a você? Como vou instruir você? O que vou falar a você? Primeira coisa que vou dizer é que não se envolva em imoralidade sexual. “Não dês às mulheres a tua força,” é isso que isso significa. Não se envolva em más condutas sexuais. Então, até o versículo 7, e seguindo até, até o versículo 9, ela diz: "Fique longe da embriaguez, bebida forte. Cuidado para não ferir as pessoas. Defenda aqueles que não podem se defender. Abre a boca, julga retamente e faze justiça aos pobres e aos necessitados.” E ela lhe dá um grande número de verdades práticas. Mas então ela chega ao real ponto que está em seu coração, que ele passa para nós. “Principalmente, meu filho, encontre uma boa esposa – encontre uma boa esposa. Com ela você irá viver sua vida; ela irá determinar seus sucessos na terra, e determinar os parâmetros da sua vida e sua influência. Encontre uma boa esposa.” E do versículo 10 ao 31, tal mulher é descrita.
A mulher descrita aqui é de valor inestimável. Ela tem força física, mental, moral e espiritual. E acima de tudo, ela ama a Deus profunda e reverentemente. Ela é caracterizada nessa parte de seis maneiras, e eu vou mostrá-la a você enquanto analisamos juntos a Escritura - seis maneiras. Seu caráter como esposa, sua devoção como dona de casa, sua generosidade como vizinha, sua influência como professora, sua eficácia como mãe, e sua excelência como pessoa – a soma de tudo isso faz uma esposa virtuosa. E eu acrescento que essa não é uma mulher em específico, mas a mulher que todas as mulheres deveriam buscar ser. Ela é rara, olhe no versículo 10, “Mulher virtuosa” – a palavra virtuosa, em Hebraico, quer dizer força, uma mulher de força, uma mulher de substância, uma mulher de energia, seria outra maneira para lhe caracterizar. É virtuosa no sentido de sua força espiritual, moral, mental, física. Ela é uma mulher de substância. Ela é uma mulher que causou um impacto na sociedade. Ela faz diferença. Existe uma força em sua vida. Esse tipo de esposa, ele diz, quem consegue encontrar? Muito raro, difícil de achar esse tipo de mulher.
Aliás, capítulo 20, diz no versículo 6: “mas o homem fidedigno, quem o achará?” Eu só quero dizer isso, porque eu não quero que achem que isso está fora de equilíbrio. É muito difícil achar um homem confiável no nível de caráter do padrão de Deus. Esse foi o capítulo 20, versículo 6. Mas, hoje, é dia das Mães, então vamos lá. Normalmente, um homem procura uma esposa pelos motivos errados, todos eles: aparência, sucesso, estilo, dinheiro, educação – todos motivos errados. Eles deveriam procurar uma mulher com virtude, força de caráter, excelência espiritual, piedade interna, esses são os motivos certos. Esse tipo de mulher é uma mulher de força. Ela faz a diferença. Ela deixa uma marca. E o versículo 10 diz que o seu valor vai muito além de joias. Alguns traduziriam essa palavra por rubis, outros traduziriam por pérolas, a Septuaginta traduz como pedras preciosas. Em outras palavras, ela tem mais valor que todas as coisas terrenas de valor. Ela é uma fortuna rara, algo raro de se achar, uma mulher de força.
Quais são suas qualidades, dessa mulher rara? Primeiramente, vamos olhar para seu caráter como esposa, versículo 11. E sem dizer nada especifico sobre ela, começa falando sobre seu marido. “O coração do seu marido confia nela.” Agora, obviamente, a primeira coisa que percebemos sobre o caráter dela como esposa é que ela é alguém em quem se pode confiar. Ela é confiável. É o tipo de mulher que permite que seu marido faça o trabalho dele fora de casa, permite que seu marido fique fora de casa por, talvez, um período estendido. E fazer tudo isso com absoluta confiança em sua integridade, discrição, e sabedoria, e seu cuidado por todos os interesses dele. A implicação, aqui, é que existe um lar a ser cuidado, e recursos importantes a serem cuidados, mas ele confia nela. Ele confia nela. “O coração do seu marido confia nela.” Ela tem mostrado ser confiável. Ela é virtuosa ao ponto de ele não sentir ciúmes, ele não tem medo, ele não tem suspeitas, ele não tem ansiedade. Ele sabe que o seu cuidado é uma preocupação dela, seu conforto é a paixão dela, seus fardos são para ela aliviar, a prioridade dela é que seu ser esteja tranquilo, e o seu lar tem se tornado o lar de seu coração, porque ele confia em quem cuida da casa, sua esposa. Integridade, discrição, sabedoria, fidelidade, confiabilidade, é isso que enche o marido dessa mulher, de modo que, “não haverá falta de ganho,” não haverá falta de ganho.
Em outras palavras, ela não irá levá-lo a perder aquilo pelo que ele está trabalhando tanto para ganhar. Ela é uma governanta cuidadosa de tudo que ele tem. Deixe-me lhe dizer algo, isso mostra a mulher na função de oikodespotēs, para usar a palavra que Paulo usou em 1Timóteo 5; ela é a cuidadora da casa. Ela administra os bens. Ela coordena as atividades. Ela é a governanta de tudo que ele proveu. E ele não perde nada por causa da mordomia ou gerenciamento ou sabedoria ou cuidado dela. E isso dá a ele a liberdade de ser tudo o que ele pode ser em busca do pão para a família, e também liberdade da ansiedade, porque ele sabe que tudo o que ele traz para dentro de casa, ela cuida como um tesouro. Com certeza, ela está à frente dos afazeres domésticos, usando e cuidando dos recursos da casa, para que ele esteja livre para se dedicar ao trabalho. Ela o ajuda a lucrar. Ela é dedicada ao cuidado dos ganhos dele. Ela é cuidadosa. Ela é sábia. Ela é escrupulosa. E ele consegue sair de casa sem pensar duas vezes. Ele pode dar todo seu coração para aquilo que ele precisa em seu trabalho, e ele sabe que tudo está sendo cuidado. O caráter dela, como esposa, ela é totalmente confiável, ela é a governanta de tudo o que ele provê a ela. Ela definitivamente está na linha final da sua provisão, e ela cuida disso como um precioso tesouro.
Pessoalmente, versículo 12: “Ela lhe faz bem e não mal.” Ela lhe faz bem e não mal. Ela sempre, sempre faz o que é melhor para ele. Ela busca o interesse maior dele. Ela o fortalece. Ela o coloca para cima. Ela o encoraja. Ela entende que sua função é fazer coisas boas para esse homem. Ele está provendo para ela, e para todos que estão debaixo do cuidado dela na casa, crianças, servos, trabalhadores, se isso de fato incluísse uma fazenda. E ele, provendo tudo isso, merece o melhor dela. Ela o faz bem. Ela nunca toma nada dele, dinheiro, bens, recursos ou reputação. Ela nunca fala mal dele para que aqueles na casa venham a desconfiar dele por causa do seu testemunho de falta de caráter dele. Ela lhe faz o bem e não o mal. Ela faz tudo para colocar ele para cima. E então, além disso, mais interessante, esta parte: “todos os dias da sua vida.” Não é interessante? Todos os dias de sua vida. Em outras palavras, o amor dela por ele é baseado em princípios espirituais tão altos que não muda com as circunstâncias da vida.
Quando você se casou, você certamente fez um voto de que iria ficar junto, na saúde e na doença, felicidade ou tristeza, com muito ou pouco. E esse é um voto que essa mulher manteve. Bons tempos, maus tempos, tempos fortes, tempos de doença, tempos felizes, tempos tristes, tempos com muito, tempos com pouco, todos os momentos, em sua vida toda, ela lhe fez bem. Como Sara, em 1Pedro 3.6, ela o serve como a um senhor. Ela revela sua virtude pelo seu constante serviço a ele. O amor dela é tão profundo, tem uma pureza, e um poder, e uma devoção que nunca muda. O conforto, sucesso, reputação, felicidade, realização, e bênçãos dele são a felicidade dela; totalmente altruísta. Viver para ele é a felicidade constante dela, e ela sabe que ela terá benefício. Nunca rude, sempre submissa do modo mais gracioso.
E essa é a essência do que Paulo disse quando escreveu para Tito, Tito 2.4, quando ele disse: “jovens recém-casadas, amem ao marido e a seus filhos, e sejam sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada.” O benefício ao marido está expresso no versículo 23: “Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra.” Sabe o que isso quer dizer? Ele está no topo da profissão que escolheu para sua vida porque ele é livre para fazer isso por causa de sua esposa esforçada. Ela cria um mundo para ele no qual ele consegue ser tudo que Deus quer que ele seja. Ela é tão fiel à função do amor dela que ele está livre para ser tudo que ele pode ser como homem. Ele é estimado entre os juízes. Ele é um homem conhecido. A implicação aqui é que ele é conhecido, ele é honrado, ele é respeitado. E é assim porque ela lhe garantiu a liberdade das coisas que o impediam de ser tudo – tudo o que ele deseja ser. Esse é o caráter dela como esposa. Confiável, fazendo o bem a ele todos os dias da sua vida, usando a vida dela para que ele consiga ser tudo que Deus quer que ele seja. Essa é uma mulher virtuosa. A virtude por baixo de tudo isso é altruísmo, essa é a virtude por baixo de tudo. Ela é consumida por ele e se oferece em serviço amoroso para cumprir esse desejo.
Em segundo lugar, não é só o caráter dela como esposa que a torna virtuosa, mas sua devoção como dona de casa. Agora, ser dona de casa não é algo popular hoje em dia. Eu estava lendo nesta semana a Vivian Gornick, que é uma professora na Universidade de Illionois, que disse: “Ser dona de casa é uma profissão ilegítima.” Na mente dela, tal função substituiu a prostituição. Ser uma dona de casa é uma profissão ilegítima. Phyllis Schlafly (advogada constitucionalista, ativista conservadora, escritora) disse: “O abuso sexual mais cruel e prejudicial que está acontecendo hoje em dia é o abuso pelas feministas e os aliados delas no governo federal contra a função de mãe e a função de esposa dependente.” Mas, no sistema de Deus, ser uma dona de casa é uma função exaltada. A esfera dos deveres da mulher está na casa. Ela é a dona da casa, a oikodespotēs, e quando olharmos isso, no versículo 13, veremos a beleza dessa função.
Observe o versículo 13. Primeiramente: “Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos.” Ela expressa sua habilidade com trabalhos manuais, nesse caso, fazendo roupas, cobertores, talvez até cortinas, para cobrir os espaços abertos na casa que permitem que o ar e a luz entrem. Ela vai atrás de lã, procura linho, a ideia é que ela procura produtos de qualidade. Ela traz para casa a lã, lã para roupa; seria na época fria. O linho era usado para as roupas da época mais quente, e era usado para as roupas especialmente bonitas para qualquer estação. Ela encontra o melhor possível, traz para casa, com o propósito de usar as mãos para fazer roupas. Veja, sua submissão e piedade, sua virtude, sua relação com seu marido, não fazem dela uma religiosa reclusa, que finge ser religiosa, quando na realidade é uma irresponsável. Ela não define a preguiça como espiritualidade. Ela não foge das tarefas da casa. De fato, não existe espaço na vida dessa mulher para a autoindulgência. Não tem espaço para preguiça. Não tem espaço para inatividade. Ela está cheia de energia. Ela está cheia de atividades. Ela procura a matéria-prima para trabalhar com as mãos. E diz que ela trabalha com as mãos com alegria.
E esse é o ponto. Veja, ela ama a família dela, e ela ama o marido dela, e é o amor do coração dela que coloca alegria no trabalho. Se ela sentisse que a razão para viver fosse buscar a autorrealização, ela odiaria tudo o que fizesse para outra pessoa. Mas como ela sabe que a razão pelo qual existe é para se dar para a alegria daqueles que ela ama, a felicidade do coração dela se torna a felicidade das mãos dela. A versão Siríaca traduz que as mãos dela são ativas pelo prazer do coração. Sem reclamar. Existe felicidade no trabalho mais chato porque o motivo é o amor, e esse motivo de amor empurra felicidade para as mãos. A autonegação está claramente por trás de tudo isso. Ela não está preocupada com seu próprio prazer, ela está preocupada com a alegria e felicidade de sua família, que lhe dá alegria e felicidade porque ela está consumida pelo amor por eles, sacrificial. Ela faz roupas e tudo que eles precisam, e ela faz isso com alegria.
O versículo 14 diz: “É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.” Ela vai longe para buscar comida. E ela não pegou a autoestrada, ela andou – ela andou. E ela andava para pegar a melhor comida pelo melhor preço, para introduzir variedade para a família, algo além do mercado local que poderia ser comprado perto dela. Ela estava obviamente engajada em um bom planejamento e um bom gerenciamento. Ela era uma mordoma fiel aos ganhos do seu marido, e ela iria tão longe quanto fosse necessário para pegar o necessário para sua família. Não só para prover comida, mas para prover a variedade e qualidade que iria verdadeiramente expressar seu amor e felicidade que estava em seu coração. Ela não iria pegar qualquer coisa e dar para eles. Ela estava envolvida no processo de ir tão longe quanto fosse necessário para pegar o que achava que eles iriam gostar.
O versículo 15 diz: “É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.” Normalmente, no Oriente, uma lâmpada sempre está acesa na casa, uma pequena lâmpada com óleo, e um pequeno pavio flutuando no óleo. E, claro, o pavio somente queimava enquanto o óleo estava lá. Como eles normalmente iam dormir assim que o sol se punha, o óleo não durava a noite toda, e era sempre a responsabilidade da mulher levantar depois da meia-noite e colocar mais óleo na lâmpada, para que a família pudesse dormir. Normalmente, a mulher levantava um pouco depois da meia-noite, colocava óleo na lâmpada, e começava a fazer o trabalho necessário para alimentar a família naquele dia. Ela tinha de moer o milho. Ela tinha de preparar todas as refeições. Não existia restaurantes de fast-food. Não tinha para onde ir. Você alimentava sua família pelo trabalho de suas mãos e o suor da sua testa. Era quente naquela parte do mundo na maior parte do ano, ainda é, e o refresco da noite era um momento maravilhoso – o silêncio da noite. Mas ainda era um grande sacrifício. Assim ela moía o milho, e fazia tudo o que fosse necessário para que, quando a família acordasse algumas horas depois, houvesse comida para todos eles. Essa era a dedicação dela, o compromisso dela. A casa dela podia aproveitar o conforto enquanto ela se sacrificava para a alegria maior deles. Veja, ela estava muito mais preocupada com as bênçãos e felicidades das pessoas que ela amava do que com sua própria realização.
E então o texto diz – e eu amo este pensamento – “e a tarefa às suas servas.” A palavra tarefa é erga, no Grego. É traduzida por “trabalho,” em Êxodo 5.14. Então o que ela fez foi acordar no meio da noite para começar seu trabalho, e as servas da casa também acordavam, e ela passava o trabalho para elas, para que todas estivessem ocupadas, se preparando para a família e a casa. Maravilhoso, consumida pelas necessidades dos outros, fazendo isso com alegria, ela é a gerente da casa. Rebaixar a função da dona de casa é tolice. A essência da função da dona de casa é maravilhosa. Conseguir ser uma economista, mordoma dos recursos, conseguir analisar todos os produtos disponíveis, ser forte o suficiente e bem planejada para fazer as mudanças certas na hora certa para comprar as coisas certas, ser uma esposa total para seu marido e uma mãe querida e amorosa para seus filhos, separar todas responsabilidades para todos que faziam parte da mão de obra, isso precisa de uma baita de uma mulher. As pessoas dizem: “Bom, sabe, as mulheres têm habilidades administrativas, por que deveriam ficar presas em casa?” Eles não entendem. Essa pode ser a expressão mais completa a maravilhosa da mulher. É por isso que eu estou empolgado com o curso de Economia Doméstica, no Master’s College; produzir uma mulher assim é um grande trabalho; pela graça de Deus, um tremendo privilégio.
O versículo 16 nos leva mais longe ainda sobre a mulher empreendedora. “Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu trabalho.” Existe uma terra, talvez ao lado da propriedade da família. Ela sente que está com o preço justo, e seria bom para a família. Ela compra a propriedade. Existe um certo nível de independência nisso. Não está escrito que o marido dela comprou, ela comprou. Ela tomou a decisão que era sábia. Ele foi atrás dessa opção. Você diz: “Bom, espera aí, ela comprou, e da renda dela ela comprou, e plantou uma vinha.” Isso mesmo. “Bom, de onde veio o dinheiro? Ela tinha outro trabalho?” Olhe o versículo 24. “Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, e dá cintas aos mercadores.” Cintas de pano que eram usadas para amarrar as roupas das pessoas naquela época. “Ela vendia aos mercadores.” A palavra “mercadores,” literalmente, é cananeus, isto é, os fenícios, os navegadores do mundo antigo que levavam bens por todos os lados. Ela tinha uma pequena indústria artesanal. Ela produzia coisas com as mãos, ganhava um pouco de dinheiro. Ela nunca deixava o dinheiro extra entrar nas operações normais. Ela mantinhas as coisas separadas, e quando viu um momento oportuno para comprar uma terra para o benefício da família, ela comprou, plantou uma vinha; ela fez isso sozinha. Mordoma sábia, gerente financeira cuidadosa, boa analista – que mulher – que mulher! Ela faz investimentos sábios para ajudar seu marido. Ela trabalha na casa para ajudar. Ela pega o dinheiro que ganhou sozinha, fazendo essas coisas, e faz investimentos de longo prazo, para o benefício da família, os filhos e netos. Ela compra terra e planta uma vinha – uma mulher sábia.
Versículo 17 diz: “Cinge os lombos de força e fortalece os braços.” A primeira parte, cinge os lombos de força, expressa a energia ou força dessa mulher forte. Pode ser traduzido como “a força está em volta dela.” Ela é uma mulher forte, fortemente disciplinada, forte em termos de compromisso com a família, forte em amor ao seu marido; ela é uma mulher forte. E até os braços dela são fortes, não porque ela vai à academia. Os braços dela são fortes por causa da força feita nas tarefas diárias. A força dela é o resultado do esforço dela. A força dela é o resultado da bênção que ela se tornou para sua família – totalmente altruísta. E é isso que está brotando desta passagem, sua humildade, seu altruísmo, seu amor, sua alegria e prazer em tudo o que faz, porque ela está perdida no amor por sua casa.
E o versículo 18 diz: “Ela percebe que o seu ganho é bom.” Em outras palavras, quando ela recebe a terra e planta a vinha, e a família prospera, ela percebe que isso é bom. Em outras palavras, como o Septuaginta diz, ela tem um bom lucro. Ela vê que é bom para a família. Ela vê o benefício. É uma provisão para eles, é para o bem deles. E então isso a motiva. Ela é motivada por beneficiar os outros. Essa é a mulher feita por Deus. Ela não é motivada pela autorrealização, autoestima, gloria pessoal, autoadulação. Ela é totalmente motivada por ver os outros beneficiados. Essa é uma mulher de Deus. Impulsionada, não pelo ego, mas porque ela vê que o que faz traz coisas boas para outros. Então, versículo 18 diz: “a sua lâmpada não se apaga de noite.” Ela se sente tão realizada com o benefício que está proporcionando aos outros que isso a leva a trabalhar mais e mais e mais. É incrível o que as pessoas fazem para se autossatisfazer. É também assustador o que as pessoas não fazem pelo benefício dos outros. “A sua lâmpada não se apaga de noite.” O que isso quer dizer? Ela está tão satisfeita com o benefício de seu trabalho que ela encontra atividade para as horas escuras, motivada totalmente pela bondade e benefício do trabalho. Ela não é nem um pouco egoísta. Que mulher – que mulher!
E o versículo 19 diz, naquelas noites em que talvez a lâmpada não se apagou: “Estende as mãos ao fuso, mãos que pegam na roca.” Elementos de fiação; o fuso e a roca, tornando a lã em fio, e o fio em tecido, e pegando o tecido e cortando para fazer combinações, e então costurando para fazer roupas para a família. Tecendo a lã, tecendo o linho, formando o tecido, fazendo a roupa; agora, tudo isso para outra pessoa ser abençoada e encorajada. Versículo 21 então, pulando o versículo 20 por um momento: “No tocante à sua casa, não teme a neve.” Você sabia que neva em Jerusalém, talvez 3 em 5 anos? Neva lá. E quando não neva no inverno, fica muito, muito frio por causa da altitude. O texto de 2Samuel 23, lá pelo versículo 20, fala sobre a neve. Mas ela se preparou para isso. Sabe, não tinha aquecedor nas casas deles. A maneira que eles esquentavam um quarto era com uma panela contendo carvão quente. Eles pegavam a panela com carvão quente e colocavam no chão, e então se aconchegavam no calor dos cobertores. Mas eles não precisavam só de cobertores quentes para dormir, mas de roupas quentes, porque às vezes fazia frio durante o dia; normalmente, a estação fria durava muito tempo. Mas a mulher virtuosa não tinha medo disso. Ela não tinha medo da neve na casa dela. Olha isto: “Pois todos andam vestidos de lã escarlate.”
Eles se vestiam de lã. A escarlate é acrescentada para mostrar que essa mulher era uma mulher de classe. Normalmente a lã não precisaria ser colorida, mas ela a tingia. Ela a tingia de vermelho, porque era a cor da elegância, ainda é, porque era bonito. E ainda era escuro, e roupas escuras tendem a manter mais o calor. Mas era escarlate, porque havia algo mais bonito, mas digno no calor e beleza dessa cor. Então ela não fez as roupas só para ser funcionais, mas bonitas também. E ela planejou adiantado o suficiente que não se preocupasse quando chegasse o frio, porque tudo estava pronto. Mulher incrível!
O versículo 22 acrescenta algo: “Faz para si cobertas.” Isso se refere a roupa de cama – travesseiro, colchão, roupa de cama. Ela fazia roupa de cama. Lembra, ela tem de fazer tudo isso. Ela preparava todas as camas com conforto e beleza, provendo à família todo o conforto. E, novamente, por trás disso, está esse amor, essa devoção, esse altruísmo, essa humildade que está no coração da esposa virtuosa. Você diz: “Sim, mas, essa mulher está acordada a noite toda. Essa mulher está viajando para vários lugares para pegar coisas. Ela está trabalhando muito, plantando uma vinha. Ela não deve ser muito bonita. Ela deve andar com a roupa desarrumada e o cabelo feio. Com certeza o marido dela chega em casa e diz: ‘Olha, você mantém a casa bonita, mas você parece estar cansada. Você pode melhorar a sua aparência?’”
Não essa mulher. Ela é grata pela beleza que Deus deu a ela. Ela é grata pelo amor do marido dela, e quer mostrar a ele o quanto ela se importa, e o quanto ela quer se apresentar a ele na beleza que Deus deu a ela. Então, no versículo 22, diz: “veste-se de linho fino e de púrpura.” É adorável. Não seda, ou ouro, ou pérolas, e etc. Só linho, nada caro, mas o melhor, porque ela quer encontrar o melhor linho e fazer a melhor roupa. E púrpura, porque a beleza da cor iria enfatizar a beleza dela. Ela se cuida. Ela é grata pela beleza de sua criação. Ela evita o extremo da ostentação, e escolhe a simplicidade. Não é exagerado. Ela sabe que a real beleza da mulher, como Paulo disse em 1Timóteo e Pedro, em 1Pedro 3, a real beleza da mulher é a pureza dela, o caráter puro dela, a virtude dela, a piedade dela, a beleza interna dela. Ela busca honrar a Deus, honrar a família dela, honrar o marido dela. E isso não exclui a beleza dela, porque isso traz felicidade e alegria a todos. Assim, ela administra tudo, para a família, até mesmo para si, e tem tempo o suficiente, versículo 24 diz, e nós vimos, para fazer algumas coisas para vender e trazer um pouco de dinheiro extra, para que uma terra possa ser acrescentada, uma vinha plantada, e a família enriquecida. Que mulher!
Nós pulamos o versículo 20, então vamos voltar e ver a terceira coisa sobre ela, a generosidade dela, como vizinha. O versículo 20 diz: “Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado.” Claro, nós esperaríamos isso, não é? Essa é uma mulher virtuosa. E por mais devota e amável que ela seja com sua família, é também amável com aqueles que não são de sua família. Ela demonstra não só uma devoção especial com a casa dela, mas compaixão com aqueles que não têm o privilégio de estarem na casa dela, ou em um lar como o seu – os pobres. E o versículo 20 diz: “Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado.” Nós podemos presumir que isso quer dizer que ela toca neles, ela está pessoalmente envolvida, ela está intimamente envolvida. Com certeza, fazendo roupas para eles e garantindo que estão aquecidos e alimentados. Mas podemos presumir, quando diz “abre a mão ao aflito,” que ela está respondendo aos pobres que vêm a ela; a próxima frase diz: “e ainda a estende ao necessitado,” que mostra que ela vai até aqueles que não vêm para perto dela. Ela tem tocado e ela está tocando. Ela não tocará somente aqueles que vêm para perto, mas ela estende a mão para alcançar os que estão longe, com a ideia de os alimentar, e lhes dar roupas e enriquecer a vida deles com os recursos dela.
Ela é bastante parecida com Dorcas que, segundo Atos 9.36, era “notável pelas boas obras e esmolas que fazia.” E você lembra quando ela morreu, as viúvas ficaram ao lado de Pedro chorando, e mostrando todas as túnicas e roupas que Dorcas fazia quando estava com elas. Ela fazia todas essas roupas para os pobres e viúvas, e essa é a mulher virtuosa de Deus. “Ela estende as mãos aos necessitados.” A generosidade dela como vizinha. Ela está envolvida em sua família, mas ela não é míope. Ela não vê só isso no mundo. Não é exagerado. Não é isolamento. Ela se importa com outros também.
Isso nos traz à quarta descrição dela, a influência como professora, que aparece no versículo 25 e então no versículo 26, e começamos no versículo 25 porque o ensinamento começa com o caráter. “A força e a dignidade são os seus vestidos.” Ela está vestida com força e dignidade. “E, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações.” A força tem a ver com caráter espiritual. A dignidade tem a ver com classe, qualidade. Ela é uma mulher de grande caráter, forte, digna. Ela tem graça. Ela tem confiança. Ela tem uma espiritualidade que é a base do ensinamento dela. Veja, você não ensina em um vácuo, não em uma casa. Você pode ser um professor em uma escola, e chegar e dizer o que quiser, mas você não vai fazer isso e ser credibilidade com as pessoas que moram com você a não ser que você viva o que você ensina, não é? Então, esse ensinamento começa com uma plataforma de caráter em casa, ou você estará ensinando as pessoas a serem hipócritas, e com certeza você não quer ensinar isso. Quando você exige que sua família seja algo que você não é, você está dizendo a eles que não é tão importante aprender isso, só é importante ensinar isso aos outros, e passar o legado da hipocrisia. Não, o professor do lar é a mulher, que ganhou o direito de ser ouvida e acreditada, porque ela veste força e dignidade.
Está escrito: “e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações.” Ela não tem medo. Ela não tem medo. Porque ela sabe em quem confia, ela é profundamente spiritual. Todas as coisas estão nas mãos de Deus. Ela elegantemente se preparou para tudo. O futuro dela será bom porque ela é justa com Deus. O futuro da casa dela será bom porque todas as coisas estão em ordem. O futuro dos filhos dela será bom porque eles foram criados na admoestação do Senhor. O futuro do marido dela será bom porque ela tomou provisões para ele ser o melhor que ele possa ser. Será bom na eternidade por vir para todos eles por causa da vida dela. Ela causou um impacto espiritual.
E o ensinamento no versículo 26, com essa base de caráter: “Fala com sabedoria.” Ela guia sua família diariamente em sabedoria. Eu acredito que o pai dever se um professor no lar. Eu acredito que ele é o pastor da família. Mas eu não acredito nem um pouco que isso exclui a mulher que, dia a dia, hora a hora, está ensinando sabedoria aos filhos. Não classes formais, mas instruções durante a vida, ela é a professora. Homens, nós podemos dar as aulas formais, mas no dia a dia, ela é a professora. E com qual atitude vêm os ensinamentos dela? Versículo 26: “Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua.” A torah da chesed. A torah da bondade amável está em sua língua. A atitude com que ela ensina tudo isso é de amorosa bondade. Que desafio! O que isso quer dizer? Uma fala graciosa, carinhosa, prazerosa, com compaixão, ministrando graça aos ouvintes, como Paulo disse, edificando. Aquilo que sai de sua boca é a sabedoria de Deus, em palavras suaves, compassivas, graciosas e carinhosas. Que professora! A maior de todas, porque o caráter da vida a faz digna de crédito, porque a sabedoria de Deus é verdadeira, e porque a atitude é compassiva e graciosa – nenhum professor é assim. Que retrato! Acreditem em mim, mulheres, esse é um desafio para a vida toda.
Em quinto lugar, nós percebemos o quanto ela é abençoadora como mãe, ou sua eficiência como mãe. O versículo 27 resume a liderança dela na casa dizendo: “Atende ao bom andamento da sua casa.” Em outras palavras, ela está sempre vigiando a casa. Ela cuida bem das crianças, dos recursos, toda a casa. “E não come o pão da preguiça.” Em outras palavras, ela não está comendo do produto da preguiça; ela está comendo do produto do esforço. Ela se esforçou com isso. Ela tem a real satisfação que vem do supremo esforço. Ela supervisiona a casa. Ela tem tudo sob controle. Ela satisfaz todas as necessidades. E isso implica que os filhos fazem parte disso, porque no versículo 28 diz: “Levantam-se seus filhos e” – o quê – “lhe chamam ditosa.” Eles a reverenciam. Eles a honram. Eles a têm em alta estima.
Deixe-me lhes dar algo que vocês precisam saber. A primeira metade de suas vidas, mulheres, vocês investem o que irão colher na segunda metade. As coisas se invertem. Essa mulher cria os filhos, e quando os filhos têm idade para viver sozinhos, eles passam o resto da vida abençoando a mulher que deu a vida por eles. Esse é o plano de Deus. A compensação, então, na idade avançada é a abençoada alegria do retorno do investimento da juventude nos filhos; a coisa triste é que vocês são mulheres dos anos oitenta, e na segunda metade de suas vidas, não poderão ser mulheres dos anos oitenta. Não dá, não vai ter ninguém por perto para se importar. Isso é uma tragédia. Deus planejou nossas vidas em passagens, e quando investimos nossa vida nos filhos que Deus nos deu, veremos que a próxima parte de nossas vidas será o maior e mais doce tempo de bênçãos, quando eles retribuem a nós a bênção que receberam. Esse é o plano de Deus. Quando os filhos envelhecem, eles têm seus próprios filhos, e buscam criar seus filhos como eles foram criados. E então, sua mãe está constantemente diante deles, sua doce instrução, seus sábios conselhos, sua disciplina amorosa, seu exemplo santo, seu esforço, como ela se doou generosamente. Essas qualidades sempre estarão presentes na memória de seus filhos, que tentarão passá-las para seus filhos.
E existe outro dividendo para seu investimento materno. O versículo 28 diz: “seu marido a louva.” E ele diz: “Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.” Existem muitas mulheres de força, mulheres de caráter mas, querida, você é a melhor. Essa é a recompensa da mulher. Essa é a recompensa da mulher. Vocês investem em seus filhos e eles retornam isso. Vocês investem em seus maridos e ele retorna isso. Mas como uma mulher consegue ser assim? Parece quase ser idílico ser esse tipo de esposa, dona de casa, vizinha, professora e mãe. Como que uma mulher consegue ser assim?
Isso nos leva ao nosso último ponto, a virtude dela como pessoa. Tudo começa com a dimensão espiritual. Por favor, observe o versículo 30: “enganosa é a graça.” Você sabe o que é graça, em Hebraico? É a forma do corpo. Isso é enganoso – isso é enganoso. Algumas mulheres gastam todo o seu tempo com a forma do corpo. Isso é enganoso, porque não é você de verdade. A beleza não tem valor real; é vã, é inútil, é vazia. A forma – enganosa – você pensa que está conseguindo alguma coisa que não é. A beleza não tem um real valor. Quer saber de uma coisa? Essas são as duas coisas que o mundo procura. Não admira que seus relacionamentos sejam vazios e cheios de engano. Isso é tudo o que eles procuram. Tolos, absolutamente tolos. Mas aqui está a mulher que vocês querem. “Mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.” Que mulher é essa? Ela ama a Deus. Ela é uma verdadeira adoradora. Ela teme a Deus. Vocês têm de viver com isso por toda a sua vida. Você vive com uma mulher que teme a Deus, ama a Deus, e você estará na melhor situação. E, a propósito, ela ficará mais bonita para você a cada ano.
Essa é a mulher de caráter. Somente Deus a produz. Matthew Henry disse: “Provérbios 31 é o espelho pelo qual toda mulher Cristã necessita se enfrentar.” Esse é o plano de Deus. E somente Deus consegue produzir essa mulher. Mas essa é a mulher que Deus quer. Essa é mulher que será louvada pelos filhos e o marido dela. Essa é a mulher que receberá o produto de suas mãos; ela receberá tudo que ela deu, e por quem ela fez, farão por ela. Essa é a mulher que não é só recompensada no privado com os produtos de suas mãos por aqueles que ela ama, mas publicamente recompensada, conforme suas obras a louvam nos portões. Ouça, essa é a mulher que Deus quer, e que todo homem deve desejar, e que toda mulher deve desejar ser – alguém que é verdadeira com seu marido, alguém que cuida bem da casa, alguém que cuida com compaixão dos necessitados, alguém que vive e ensina a sabedoria divina com carinho, compaixão e graça, alguém que totalmente cumpre o chamado de mãe para que seus filhos a abençoem, e alguém que, mesmo não buscando ser louvada, irá recebê-lo mesmo assim, por causa do caráter de sua vida. Eu sei que não podemos vender essa mulher para a nossa sociedade. Eu só oro que, aqui, na igreja, possamos continuar a nos focar no padrão de Deus. É um padrão alto, mas é o padrão de Deus. E a minha oração é que toda mulher que chama o nome de Cristo busque ser esse tipo de mulher, pela graça de Deus. Vamos orar juntos.
Pai, eu quero orar agora por todas que são mães, que, Senhor Deus, o Senhor possa lhes dar o poder do Seu Espírito para movê-las em direção a esse padrão, esse plano, essa imagem de piedade. Também, Senhor, que elas saibam da Sua graça perdoadora por cada fracasso no processo, porque o padrão é muito alto. Obrigado pelo padrão, obrigado pelo poder no Espírito que alcança esse padrão, obrigado pela graça do perdão pelos fracassos. Eu oro por todas as mães que estão sozinhas, pela morte ou divórcio, com dificuldades em serem tudo que elas devem ser sem o homem para lhes guiar, o homem por quem elas podem viver, cujo amor é sua grande recompensa. Eu também oro com gratidão por essas mulheres, Pai, que não receberam filhos, porque isso não estava em Seu plano, que a vida delas encontre realização com seus maridos. Eu oro pelas que foram chamadas para serem solteiras; que elas sirvam ao Senhor naquele modo único que só uma solteira consegue, sem as preocupações da casa e da família, e que elas sejam totalmente recompensadas em felicidade, sabendo que estão dentro da Sua vontade. Eu oro pelas jovens que ainda não se casaram, que o Senhor as faça as mulheres que o Senhor quer. Para os homens jovens que estão escolhendo uma esposa, que eles busquem achar o caráter que está exemplificado aqui, não em realização, mas como objetivo e direção da mulher da escolhe deles.
E, Senhor, mesmo pensando em tudo isso, isso é um grande peso para uma mulher carregar, e eu penso comigo mesmo: “Quem sou eu para merecer uma mulher assim?” Senhor, nós fracassamos. Nenhum homem aqui merece uma mulher assim. Tal mulher em nossas vidas nos faria culpados. Então, Senhor, faz de nós os homens que precisamos ser. E então, Senhor, quero Te agradecer neste dia pela minha esposa, Patricia, que tem por todos os anos do nosso casamento buscado ser esse tipo de mulher – que tem dedicado sua vida para mim, para nossos filhos, para os outros, para nossa casa, e que se tornou tanto parte de quem eu sou que eu não sei mais onde ela termina e eu começo. E eu oro que, de alguma forma, Senhor, eu possa ser para ela o que um marido deve ser, para que ela seja realizada. Assim eu oro, Senhor, por todos, que nós sejamos tudo o que o Senhor quer de nós, para a Tua glória, no nome de Cristo. Amém.
FIM

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