
Nosso mundo está certamente preocupado com a questão das origens. Ouvimos falar sobre isso o tempo todo. Quase todas as edições do jornal, todas as edições das principais revistas de nossa nação discutem origens, como as coisas ficaram do jeito que são, tanto em termos do universo físico como em termos do universo espiritual, em termos de sociologia humana ou anatomia humana. Para conhecer a verdade sobre as origens, precisamos voltar à Bíblia. Deus nos deu a história das origens no livro de Gênesis. Em Gênesis 1 e 2 está a origem do universo físico, como o conhecemos. Em Gênesis 3 é a origem do mal.
Abra sua Bíblia em Gênesis, capítulo 3. Eu quero ler esta passagem apenas para que ela fique em sua mente. Após os seis dias da criação de Deus, Ele descansou. Tudo o que Ele havia feito, de acordo com o capítulo 1, versículo 31, era muito bom e Deus descansou. Ele criou um universo perfeito. Mas vivemos em qualquer coisa, menos no universo perfeito. E existe uma razão para isso. Quando você chega ao capítulo 3, uma cena dramática acontece e é por isso que o mundo é do jeito que é. “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: ‘É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?’ Respondeu-lhe a mulher: ‘Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais.’ Então, a serpente disse à mulher: ‘É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.’ Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu. E deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.”
O verdadeiro diagnóstico da condição humana decorre desse evento. Deus, o criador do universo, é todo bom e o único bom. E Sua criação original era inteira boa e somente boa. A bondade de Sua criação era um reflexo da bondade de Sua natureza. Agora, deixe-me ficar um pouco filosófico com você aqui. Deus não é o autor do mal. Se Deus criou o mal, então Deus seria bom e mau. E se Deus fosse bom e mau, não haveria esperança para o triunfo final do bem que a Bíblia promete. Se Deus fosse o próprio mal, Ele não poderia, portanto, triunfar sobre o mal, então o bem não poderia triunfar. Se Deus fosse a fonte do mal, ele teria que ser o próprio mal. E se Ele próprio fosse mau, então não haveria base para a salvação, pois Deus não poderia nos salvar do mal se o mal estivesse em Sua natureza.
Assim, a revelação bíblica da bondade original da criação protege a bondade de Deus. E isso coloca a fonte do mal fora de Deus. Somente se a fonte do mal estiver fora de Deus, Deus poderá vencer o mal e Deus poderá salvar os pecadores do mal. E, como nota de rodapé, se Deus usou algum tipo de evolução para criar, a evolução depende da decadência e da morte, de todos os efeitos ou reflexos do mal. Então, se Deus usou algum tipo de evolução para criar, então ele criou o mal. Ele criou decadência e criou a morte. E se Deus usou qualquer forma de evolução, então Sua criação não foi de todo boa, não foi perfeita quando a criou, e é o que é agora por causa da decadência e morte, que Ele deve ter usado em Sua criação, que são evidências do mal, então Deus deve ser o próprio mal. Nosso Deus não é mau. Deus é todo bom e somente bom.
A questão então é: de onde veio o mal? E a resposta é que sabemos apenas o que sabemos da Bíblia. É realmente inútil especular sobre isso. Ninguém discute que existe mal no mundo. Todo mundo admite isso. Nem todo mundo admite que somos totalmente depravados e que temos pecado original em nós. Nem todo mundo admite que somos maus e miseráveis até o âmago. Mas todo mundo admite que há mal no mundo até certo ponto.
E, de fato, o problema do mal no mundo realmente ocupou as melhores mentes da história. Certamente podemos concordar que em nosso próprio país, na história de nosso país, nunca houve um cérebro maior, uma capacidade mental maior do que a de Albert Einstein. Não apenas o maior cientista deste século, mas talvez o maior intelecto que conhecemos nos tempos modernos. E para Albert Einstein, apenas para ilustração, o grande cientista que ele era, a grande mente que ele era, a mais difícil barreira intelectual à fé cristã não era a questão de Deus criar o mundo. Razões simples, razões de causa e efeito, não eram difíceis de entender para Einstein. Ele viu que o universo era um efeito e tinha que ter uma fonte. Ele viu que o universo foi projetado e tinha que ter um designer. Ele viu que estava ordenado e tinha que sair de uma mente ordenada. E assim, Einstein concluiu que deve haver uma mente por trás do universo. Ele rejeitou a idéia de matéria simplesmente esvoaçando infinitamente no espaço até que, por acaso, se formou o universo que agora existe. Como ele disse: "O universo revela uma inteligência de tal superioridade que ofusca toda a inteligência humana."
Não, Einstein não foi surpreendido por Deus como criador. O que realmente frustrou Einstein foi algo muito mais difícil do que a doutrina da criação. Era o problema do mal e do sofrimento. Ele sabia que tinha que haver um designer; ele se angustiava com o caráter daquele designer. Como Deus poderia ser bom e ainda permitir que coisas terríveis acontecessem às pessoas? Einstein não conseguiu resolver o problema do mal e do sofrimento com um Deus bom e, portanto, afastou-se completamente do Deus da Bíblia, o Deus em que havia aprendido a crer, criado no judaísmo.
O que realmente impressionou Einstein foi que ele era um determinista. Ou seja, ele via os seres humanos como máquinas complicadas. Ele os via fazendo simplesmente o que foram programados para fazer por forças naturais e irresistíveis. De fato, Einstein concluiu que os seres humanos eram como brinquedos de corda, você os enrola e eles fazem aquilo para que são fabricados. Se é assim, concluiu, não pode haver moralidade. Não pode haver certo ou errado. Não pode haver pecado. Não pode haver culpa. Se as ações de uma pessoa são determinadas, se ele é apenas um brinquedo de corda, programado por uma mente cósmica para fazer o que foi projetado para ela, então ela não pode ser responsável pelo que faz diante de Deus. Ela, disse Einstein, não é mais responsável pelo que faz do que uma pedra é responsável por onde ela vai quando alguém a joga.
Quem é responsável? Bem, Deus tem que ser responsável, concluiu Einstein. Mas se Deus é responsável, então Ele não pode ser um Deus bom ou é responsável pelo mal. E se Deus é responsável, o Deus do judaísmo, ou o Deus do cristianismo, então Ele nos faz fazer coisas más bem como coisas boas. Se, disse Einstein, Deus fosse assim, estaria constantemente julgando a si mesmo como mau. Bem, ele não podia aceitar isso. Não podia aceitar que Deus pudesse ser bom e mau. E assim, ele determinou que não havia Deus pessoal de forma alguma. E ele rejeitou o Deus do judaísmo, e ele rejeitou o Deus do cristianismo, rejeitou o Deus da Bíblia e concluiu que Deus existe como uma mente cósmica impessoal. Simplesmente uma força racional que deu ao mundo sua estrutura racional. Os que estudaram filosofia concluíram que ele acreditava no deus de Spinoza. E a premissa de Einstein de que os seres humanos eram apenas robôs se baseava no fato de que uma mente impessoal e racional criou esses robôs. Mas ele não poderia ser um Deus pessoal com qualquer natureza pessoal.
Einstein estava errado. E como eu lhe disse algumas semanas atrás, quando eu estava falando sobre Einstein em outro contexto, ele nunca entendeu. Ele nunca chegou ao ponto onde ele entendeu Deus completamente como a força na criação, é por isso que ele nunca ficou satisfeito e morreu, nunca tendo realmente identificado o verdadeiro poder no universo. Mas Einstein estava errado sobre Deus; Deus é um Deus pessoal. E Deus não é responsável pelo mal. E o problema com Einstein é que ele não acreditaria em suas próprias Escrituras, as Escrituras do Judaísmo.
Agora, quando se trata da origem do mal, você tem várias opções. E estas são as opções comuns. Você pode escolher a opção de Einstein, primeiramente, de que existe um poder cósmico: incognoscível, impessoal, algum tipo de poder racional por aí sem personalidade, sem relacionamento, sem capacidade de se conectar a nós, mas com um poder eterno cósmico, poder racional que deu início a tudo em nosso universo. Você pode ter essa visão. Ele não é pessoal; ele não pode conhecer ou ser conhecido. Ou você pode ter uma segunda visão. Você pode entender que Deus nem existe. Essa é a visão do ateu intelectual que diz: não, não há força, não há poder, não há mente racional, não há absolutamente nada lá. E a realidade se fez sozinha. E como não há Deus, não há mal e não há bem na realidade. Essas são apenas determinações subjetivas que os seres humanos inventam, mas não há verdadeiro bem ou mal.
Ou você pode ter outra visão. Você pode entender que sofrimento, mal e morte realmente não existem. Deus é bom e, portanto, tudo é bom, você apenas pensa que não é bom. Isto é, dizer que o mal é uma ilusão, o sofrimento é uma ilusão e a morte é uma ilusão. Você diz: "Quem no mundo acredita nisso?" A Ciência Cristã acredita nisso. A ciência cristã, pessoal, não é cristã nem científica. É como Grape Nuts, já comeu isso? [Nota: Grape Nuts é o nome de um cereal estilo sucrilhos, cujo nome traduzido é ‘nozes de uva’.] Não são uvas nem nozes. A ciência cristã não é cristã nem científica. Está com o nome errado. A propósito, os hindus também dizem que o universo inteiro é uma ilusão. Portanto, você pode adotar algum tipo de abordagem mística esotérica da realidade do mal e concordar com essas pessoas.
Quarto, você poderia dizer que Deus está além do bem e do mal. Deus é transcendente e não pode ser definido por nenhum conceito humano. Isso se aproxima muito da perspectiva de Einstein, que Deus nem se interessa por essas coisas aqui em baixo. Ele está muito além disso. Pode ser o Deus dos deístas, o Deus que deu corda tudo, mas não é tocado nem emocionado por nada disso.
Ou então, você pode ter a visão que está crescendo em popularidade hoje em dia, que Deus tem poder limitado. Esta é uma nova teologia que está emergindo muito rapidamente, e é difícil acreditar nisso, mas no âmbito do cristianismo evangélico. E isso é chamado de "teologia do processo". Essa é a ideia de que Deus está em processo. Que Deus está tentando chegar onde Ele quer chegar, assim como nós estamos tentando chegar onde queremos chegar. Que coisas ruins acontecem porque Deus não pode detê-las. Este é o Deus em crise do rabino Kushner, que escreveu "Quando coisas ruins acontecem às pessoas boas". Lembra daquele livro famoso? Bem, o Deus do rabino Kushner era um Deus que não havia chegado a ser o que ele realmente queria ser, como ser um Deus totalmente bom e um Deus totalmente soberano e ter controle absoluto sobre tudo, mas ele ainda não estava lá. Ele estava em processo. Isso agora invadiu o evangelicalismo. E agora temos estudiosos evangélicos entre aspas defendendo isso sobre Deus, que Deus não sabe. Acabei de ler um material publicado em um seminário evangélico de um homem que está dizendo que Deus não sabe o que vai acontecer no futuro. A razão pela qual ele não sabe o que vai acontecer é porque nada aconteceu e você não pode saber nada. Ele fica todo envolvido na imaginação desse tipo de raciocínio.
Então, ou você acredita que Deus não é Deus, existe apenas um poder cósmico por aí; você acredita que Deus não existe e o que temos é ninguém vezes nada é igual a tudo; ou você acredita que o sofrimento e a morte não existem realmente, são apenas uma ilusão; ou você acredita que Deus transcende todas essas coisas, que ele não é afetado por isso e, portanto, você protege a responsabilidade dele pelo mal; ou você acredita que Deus está em processo e essa é a visão nova e popular, que Deus na verdade tem bons desejos, mas ele realmente não é soberano o suficiente para chegar onde deseja chegar tão rapidamente quanto gostaria.
Uma outra visão que você pode incluir na mistura é a simples: Deus fez o mal. E há pessoas que ensinam isso. Eu estava lendo algumas coisas nesta semana, que Deus fez o mal, ele criou o mal para bons propósitos. Ele queria atingir alguns bons propósitos e precisava fazer o mal para isso, então criou o mal para bons propósitos.
Nada disso é verdade. Nada disso. Apesar do que Einstein pensava, Deus é pessoal, e Deus é relacional, e Deus é bom. Deus existe, sim. O mesmo acontece com o pecado, o sofrimento e a morte, e apenas um tolo vê isso como uma ilusão. Deus não está além do bem e do mal. Ele não é tão transcendente que não conhece plenamente o bem e o mal e lida com ambos. Deus não tem poder limitado para que Ele não possa fazer o que Ele quer, e nem Ele é como o resto de nós que luta para chegar a algum lugar, mas ainda não está lá. E finalmente, Deus não criou o mal.
Deixe-me colocar isso para você de modo simples. Deus não é responsável pelo mal; Suas criaturas são. [Deus não é responsável pelo mal; Suas criaturas são.] Tudo, ouça isso com atenção, que Deus criou era exatamente o que? Muito bom. Tudo. Isto é afirmado por toda a Escritura. No capítulo 1 de Habacuque, “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal.” Ele não pode olhar para a maldade. Habacuque, capítulo 1, versículo 13. Primeira Coríntios 14:33 diz: "porque Deus não é de confusão". A confusão é um produto do pecado. Primeira João 1:5 diz: "Deus é luz e Nele não há trevas". Tiago 1:13 diz: "Deus não pode ser tentado pelo mal, nem tenta a ninguém." Primeira João 2:16 diz: "Tudo o que há no mundo", todo o mal categoricamente, "a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, a soberba da vida não são do Pai". Salmo 5:4: “Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal.” [Salmo 5:4.] De fato, em uma nota positiva, Isaías 6, o clamor antifonal dos anjos era que Deus era santo, santo, santo.
Você vê um vislumbre disso, é claro, quando Jesus veio ao mundo, Deus em carne humana. Ele era santo, inofensivo, imaculado, separado dos pecadores. Deus não é mau. Deus não faz o mal. Ele não pode ser tentado a fazer o mal. Ele nunca tenta alguém a fazer o mal. Deus não é responsável pelo mal. A fonte do mal, a fonte do pecado está fora de Deus. Quando Deus criou os anjos e Deus criou os seres humanos, Ele lhes deu inteligência, deu-lhes razão e deu-lhes escolha. E há uma sequência. Eu coloquei essas palavras nessa ordem para um propósito.
A inteligência lhes deu a capacidade de entender as coisas. A razão lhes deu a capacidade de processar esse entendimento em relação ao comportamento. E a escolha deu a eles a liberdade de determinar esse comportamento. Inteligência, razão e escolha. Conclusão: com o que sabiam e com a capacidade de processar essas informações, eles seriam levados a uma escolha. E sejam anjos ou homens, eles teriam a opção de obedecer a Deus ou não.
Escute isso, desobedecer a Deus era iniciar o mal. O mal não é a presença de algo, o mal é a ausência de justiça. Você não pode criar o mal porque o mal não existe como uma entidade criada. Não existe como uma realidade criada. O mal é negativo. O mal é a falta de perfeição. É a ausência de santidade. É a ausência de bondade. É a ausência de justiça. O mal só se tornou realidade quando as criaturas decidiram desobedecer. O mal veio a existir inicialmente então na queda dos anjos e depois na queda de Adão e Eva.
Basta colocar desta maneira em sua mente. O mal não é uma coisa criada. O mal não é uma substância. O mal não é uma entidade. O mal não é um ser. O mal não é uma força. O mal não é um espírito flutuante. O mal é uma falta de perfeição moral. Deus criou a perfeição absoluta. Onde quer que exista falta disso, existe pecado. E isso não pode existir na natureza de Deus ou em qualquer coisa que Deus faça. O mal surge quando as criaturas de Deus ficam aquém do padrão de perfeição moral.
Agora, deixe-me dar um passo adiante. Deus não criou o mal, [ele não criou o mal, ele não criou o mal]. Mas ouça com atenção, muito importante, Deus decretou usar o mal como parte de Seu plano eterno, ok? Ele não será culpado por isso. Ele não o trouxe à existência. Isso seria impossível porque Deus é bom, todo bom e absolutamente bom. Conseqüentemente, o que quer que sai dele é inteiramente bom e somente bom. Deus pode, portanto, produzir apenas o bem. E o que é o mal, exceto a ausência desse bem, que é uma escolha feita pelos raciocínios, com base nas informações reveladas através das Suas criaturas. Mas Deus não foi pego de surpresa. De fato, Deus decretou que o mal seria parte de Seu plano. Ele não é o criador do mal e ele não é a causa do mal. Ele não trouxe o mal à existência no sentido cósmico, e Ele não trouxe e não traz o mal à existência no sentido pessoal. Ele não é a causa do pecado, nem é a causa dos pecados na vida das pessoas. Mas Ele o usa para Seus propósitos.
E é por isso que em Isaías 45:7, escreva isso, você pode se deparar com ele, que diz que Deus cria a calamidade. Algumas traduções antigas dizem que Ele cria o mal. Essa é uma tradução muito ruim e não é verdade. Deus cria calamidade. Se você ler o contexto de Isaías 45:7, fica claro que o assunto é o julgamento. Deus não cria o mal, mas Deus traz julgamento sobre o mal, criando, portanto, a calamidade pela qual o mal é julgado.
Agora, ouça, com muita atenção. As Escrituras escritas por Deus sempre atribuem a culpa e a responsabilidade por todo pecado às criaturas, nunca a Deus, [nunca a Deus]. Pessoal, é tudo o que sabemos. Certo? Eu te levei o mais fundo que posso. Não há outro lugar para ir. É tudo o que sabemos. Além disso, operamos pela fé.
Nós sabemos algumas coisas. Sabemos que Deus é santo, certo? Sabemos que Ele é puro demais para olhar para a iniqüidade, não pode tolerar o mal. Sabemos que Ele não tenta ninguém, nem é tentado por ninguém. Nós sabemos que Ele é santo, santo, santo. Todas as coisas pelas quais passamos. Nenhum mal habita nele. Ele é todo luz e nenhuma escuridão. Sabemos disso, acreditamos nisso. Deus não é autor de confusão. Ele não é a fonte do pecado. Sabemos disso, acreditamos nisso. O pecado surge quando o padrão de perfeição moral não é atingido e esse é um ato baseado no intelecto, na razão e na escolha feita por Suas criaturas.
Agora, surge a pergunta: por que Deus permitiria o pecado? E agora vem. Só posso especular. Não há nenhuma indicação específica, mas eu penso que você pode fazer uma especulação razoavelmente justa além da qual eu não posso ir e não encontro nenhum valor em tentar ir. E é isso, o que o pecado vindo ao mundo trouxe consigo? Bem, ele trouxe, eu diria, três coisas. E estas são as três razões pelas quais eu acredito que Deus permitiu o mal.
Número um, trouxe a salvação dos pecadores, certo? Deus tinha que permitir o pecado; Deus teve que decretar o pecado no plano, embora nunca fosse o autor dele, a fim de que Ele pudesse salvar os pecadores. Por que Deus queria salvar pecadores? Para colocar em exposição atributos que de outra forma nunca teriam sido manifestos, certo? Como Deus vai mostrar graça se não há pecador? Como Deus vai mostrar misericórdia se não há pecador? Isso era uma parte da natureza de Deus que Deus queria mostrar para Sua própria glória durante toda a eternidade. Assim, Deus forneceu um meio pelo qual Ele poderia demonstrar graça, demonstrar misericórdia. Ele também queria mostrar amor, amor que é tão abrangente que pode alcançar até mesmo seus próprios inimigos que o odeiam. Como ele vai mostrar isso se ele não tem inimigos?
Assim, Deus permite o mal para que Ele possa demonstrar graça, misericórdia, perdão e salvação. Em segundo lugar, Ele permite o mal, a fim de que Ele possa revelar sua ira, a fim de que Ele possa mostrar sua ira, Sua raiva, Seu julgamento. Como Deus revelaria essa parte de Sua verdadeira e eterna natureza se não houvesse uma oportunidade de julgar os pecadores? E assim, tudo que você pode fazer é olhar para a história redentora e você vê a salvação dos pecadores e a condenação dos pecadores. É isso que se passa e você vê, em última análise, um lugar preparado para aqueles que estão condenados e um lugar preparado para aqueles que são salvos e você deve concluir, então, que o propósito eterno de Deus era salvar alguns e julgar outros, a fim de que Ele pudesse demonstrar tanto Sua graça como Sua ira.
E então, eu gostaria de acrescentar um terceiro pensamento aí. Acredito que Deus permitiu o pecado para que Ele pudesse destruí-lo para sempre. Enquanto suas criaturas têm alguma medida de liberdade, enquanto suas criaturas têm inteligência, isto é, elas podem entender e raciocinar, ou seja, elas podem processar esse conhecimento em direção ao comportamento, e escolha, que é poder escolher o que fazer, enquanto eles têm essa capacidade há um potencial para que fiquem aquém do padrão. Certo? Para fazer a escolha errada. Bem, não demorou muito para eles fazerem isso. Não sabemos quanto tempo passou antes de Lúcifer fazer a escolha errada diante de Deus. Não sabemos quanto tempo passou mesmo no Jardim antes de Adão e Eva fazerem a escolha errada, mas foi certamente antes de terem filhos. Tiveram suas crianças provavelmente em torno da idade de 100 ou um pouco de mais.
Assim, há uma escolha e o potencial de uma escolha errada está lá. Uma medida de liberdade é dada às criaturas, pela qual elas podem escolher honrar a Deus, pela qual eles podem escolher desonrar. Enquanto isso estiver lá, então a realidade, a realidade potencial do mal existe, quando a escolha errada é feita. E eu acredito que uma vez que a escolha errada é feita, então Deus entra em ação e um, Ele pode demonstrar Sua graça e salvação; dois, Ele pode demonstrar sua ira no julgamento; e três, Ele pode finalmente destruir o mal.
É quase como se Deus quisesse que o mal viesse à tona para que Ele pudesse extirpá-lo. Isso é o que vai acontecer quando toda a história redentora estiver completa, quando todos os salvos forem salvos e todos os perdidos forem lançados no lago de fogo, então a morte e o inferno são jogados no lago do fogo. O que isso significa? Chega de morte, não há mais inferno e sem mais julgamentos. Por quê? Porque não haverá mais pecado. E quando você vai para o céu, não há nada lá que cheira a um mundo pecaminoso, certo? Não há mais tristeza, nem mais pesar, nem mais pecado, nem mais mortes, [nem mais morte]. Então, eu acho que Deus decretou o mal dentro de Seu plano, sem criá-lo, por essas três razões: salvar pecadores, julgar pecadores e de uma vez por todas destruir para sempre o mal. Sempre foi potencializado. Enquanto fosse possível, seria necessário vir à superfície para que Deus pudesse extirpar.
Agora, ouça, com base nessa explicação, e eu sei que soa simples para você, mas levei muito tempo para esclarecer em minha própria mente ao longo dos anos. Nos últimos anos, eu certamente entendi. Mas quando jovem, você se debate com grande parte disso. Resumindo: não há causa externa do pecado. Certo? Fora da criatura. Não há força flutuando lá fora que Deus tenha criado. É a ausência de perfeição. Não há causa e efeito determinísticos. Ou seja, algum fatalismo. É só escolha. Dentro do decreto de Deus, Ele permitiu essa escolha, sabia que essas escolhas seriam feitas da maneira que foram feitas, embutiu isso no decreto, a fim de mostrar tanto Sua graça e Sua ira, e para pôr um fim final e eterno ao pecado. Mas sempre, agora marque isso, aquele que escolheu o mal é a fonte dele.
No caso de Lúcifer, ele foi a fonte do mal inicialmente no reino angelical e, como veremos, ele tem um terço dos outros anjos para acompanhá-lo e se juntar a ele. Agora, como os anjos não procriam, Lúcifer não pecou e então passou adiante o pecado porque os anjos não se casam não são dados em casamento, como Jesus disse. Eles não procriam. Todos eles foram criados ao mesmo tempo. Mas quando Satanás fez uma má escolha, ele conseguiu seduzir um terço do resto dos anjos. Há dez mil vezes dez mil milhares de milhares, então você pode multiplicar tudo isso e você provavelmente não chegou lá ainda. Então, há duas vezes mais anjos santos do que demônios, já que um terço caiu, dois terços não. Mas eles caíram, por opção. Veremos essa escolha quando entrarmos nos profetas.
O mesmo aconteceu com Adão e Eva, só que teve um efeito diferente. Com anjos, todos eles pecaram seu próprio pecado e o pecado de ninguém passou para ninguém porque eles não procriam. No caso de Adão e Eva, quando Adão e Eva fizeram a escolha errada, toda a humanidade foi com eles porque todos nós saímos dos lombos de Adão e Eva. Assim, a fonte do mal está fora de Deus. A fonte do mal é a criatura.
Agora, vamos voltar ao capítulo 3 de Gênesis. Pelo menos podemos cobrir as três primeiras palavras, talvez em parte. São grandes assuntos. Serpente, grande sujeito. "Mas a serpente", vamos parar nesse ponto. Isso me lembra quando eu estava ensinando Romanos e eu fui iniciar o Livro de Romanos, na minha primeira mensagem eu disse: "Vamos ler o nosso texto." A primeira palavra em Romanos, "Paulo". E eu disse: "Ok, vamos parar por aí". E passamos não sei quanto tempo falando sobre Paulo. Bem, isso aqui é mais ou menos assim. Você não pode simplesmente ler "serpente" e continuar. O que é essa serpente? O que é isso?
Você está no Jardim, tudo está bem. Todos os tipos de criaturas estão lá que tinham sido feitas por Deus. Existem animais de vários tipos. Há pássaros e gado. E há animais rastejantes, isto é, animais que andam perto do chão. Isso não significa que eles deslizam. Significa apenas que eles são baixos, até quase o chão. Pode significar animais com pernas curtas, como eu indiquei. Podem ser insetos, e assim por diante. Há aqueles que são mais altos, e há aqueles que estão no céu, ou seja, aves. E há aqueles que estão na água. E Deus fez todas essas criaturas.
Bem, aqui encontramos uma serpente, nachash em hebraico. E é um nome para réptil. Não sabemos como era este réptil. Acho que a maioria das pessoas presume que este animal era uma cobra deslizante. Você vê pequenas figuras de uma cobra enrolada em torno de uma árvore ou pendurada em um galho, o que quer que seja, deslizando para cima e meio que se erguendo como uma cobra. Mas não sabemos se esse é o caso. Você observaria mais tarde no capítulo 3 versículo 14 que parte da maldição sobre esta serpente era que ela iria rastejar em sua barriga e comer poeira. Então, se essa foi a maldição, podemos supor que neste momento em particular, quando a serpente apareceu pela primeira vez no Jardim, ela ainda não está deslizando sobre sua barriga, comendo sujeira. Isso era parte da maldição. Então, em certa medida, ela aparece como um animal ereto. A palavra nachash em hebraico refere-se ao verbo "ao hiss", que está associado a sons que os répteis fazem.
Há outra palavra do Antigo Testamento usada para falar de répteis, tanino e eles são usados alternadamente. Há uma seção de Êxodo capítulo 7 versículos 9-15 onde Moisés está interagindo com os mágicos na corte do faraó, lembre-se disso? E eles jogam suas varas e elas se tornam tanino. Mas a vara de Moisés torna-se uma serpente chamada nachash. Assim, a partir desse texto, podemos concluir que eles são usados de forma intercambiável, embora tanino é a palavra que aparece para dragão, ou monstro marinho. Nachash então, é algum tipo de réptil, algum tipo de réptil como tanino. Pode ser uma cobra. Claro que, depois da maldição, depois disso, e mesmo depois do Dilúvio, não sabemos que forma os répteis tomaram, não sabemos que répteis entraram na arca e, portanto, saíram e que outros foram destruídos. Mas algum tipo de réptil, algum tipo de dragão, algum tipo de serpente.
Quando você vai ao Novo Testamento, muito interessante, Satanás é chamado em Apocalipse 12, vamos olhar para ele mais tarde, Apocalipse 12, Apocalipse 20, ele é chamado dos dois, de serpente e dragão. Assim, no hebraico ele seria chamado de nachash e tanino. Então, às vezes é um dragão; às vezes é uma serpente. Portanto, temos que concluir que não sabemos o que era. Este é algum tipo de dragão réptil, algo que talvez nós, talvez você se sinta confortável chamando-o de raptor, se você sabe o que isso significa, algum tipo de criatura tipo dinossauro. Isso é realmente tudo o que sabemos sobre a criatura.
Mas a serpente é comparada a outros animais. Olhe para o versículo 1, "era mais sagaz que todos os animais selváticos", o que indica que este animal pertence ao reino animal. Este não é um tipo singular de criação. Não é apenas um animal único. Isso faz parte do que Deus fez no capítulo 1 versículo 24 a 28, referido novamente nos capítulos 2 versículos 19 e 20, todos os vários animais do campo que Deus fez. Este é uma deles. Este é um animal físico real. Este é um animal de verdade. Mas não seria um animal que conhecêssemos, é um réptil pré-amaldiçoado. O que quer que fosse este animal, ele acabou rastejando em sua barriga comendo sujeira após a maldição. Então, algum tipo de réptil falante, mais alto e diferente do que poderíamos supor ser uma cobra.
Agora, este não é apenas qualquer outro réptil, porque este fala. [Este fala.] Agora, eu li um comentarista que disse, você sabe, pode ter havido um monte de animais falantes no Jardim. E eu pensei ‘Isso não está na Bíblia’. Ele continuou por cerca de três parágrafos. Não há nada na Bíblia sobre isso. Ele tem um complexo de Dr. Doolittle ou algo assim, nada na Bíblia sobre animais falantes. Ele argumentou, bem, e a mula de Balaão? Bem, a mula de Balaão nunca disse uma palavra até que Deus falou através dela em uma ocasião. Não, não há animais falantes no Jardim. Mas há maravilhas no Jardim, e então eu acho que Adão e Eva ainda estão descobrindo as maravilhas e assim Eva não aparece, não temos nenhuma informação real sobre isso. Ela não parece estar muito chocada quando este réptil chega e começa uma conversa.
Mas há algo diferente sobre esta serpente particular porque disse à mulher, "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?" Este animal em particular sabe sobre Deus. Este animal em particular tem uma personalidade. Este animal em particular fala com inteligência. Este animal em particular tem uma mente tortuosa, malévola e maligna. Deixe-me dizer-lhe, pessoal, isso não é uma fábula. Nada aqui diz, ‘deixa eu lhe contar, deixe-me inventar uma história para ilustrar como o pecado veio’. Não diz isso. Não é uma fábula. Isto não é uma lenda com uma moral. Não há moral. E se isto é uma fábula, então como você amaldiçoa uma fábula no versículo 14? Deus amaldiçoou a serpente. Isto não é uma fábula. Isto não é uma lenda. Isto não é uma parábola. As pessoas dizem: "É uma parábola com uma moral". Qual é a moral? Não há moral. Rabinos judeus disseram, e eu li vários deles, eles disseram que a serpente não estava realmente falando com Eva, mas o escritor, Moisés, usa uma serpente como um símbolo de impulsos malignos subindo no coração de Eva. Sério? Então, esta é apenas uma espécie de maneira simbólica de se referir a coisas que estavam acontecendo na mente de Eva? Sério? Então, por que Deus amaldiçoou o réptil? E onde diz isso? Por que as pessoas não podem acreditar na Bíblia pelo que ela diz? Ela estava no jardim um dia, um réptil caminhou até ela e disse: "Oi. Você realmente acha que Deus disse que você não deve comer das árvores do Jardim?” E ele era tão convincente, ela nem pareceu dar um passo atrás, ela só entrou direito na conversa e disse: "Do fruto das árvores do jardim podemos comer", e eles estavam em uma conversa.
Você sabe o que eu acho? Acho que foi exatamente assim que aconteceu. E se não aconteceu assim, então não podemos confiar na Palavra de Deus. Mas não venha me dizer que acredita na Palavra de Deus se não acredita nisso.
Esta criatura não era como qualquer criatura. Observe de volta no versículo 1, "A serpente era mais sagaz do que qualquer animal selvático que o Senhor Deus tinha feito." Agora, você tem um réptil. Não estamos falando, não é que cobras são mais sorrateiras do que outros animais. Não, não, não. Cobras não são mais sorrateiras do que qualquer outro animal. Sagaz significa sutil, astuto, inteligente, sábio. Não acho que cobras sejam tão inteligentes. Já conheceu uma cobra inteligente? Réptil inteligente? Sutil, astuto? Elas não são mais sutis ou astutas do que qualquer outro predador, qualquer outro animal que caça.
O sagaz, a sagacidade não é uma referência à característica das cobras. Ele não está comparando cobras com vacas, por exemplo, ou cobras com leões, ou cobras com qualquer outra coisa. Ele está comparando este réptil com todos os outros animais e dizendo que este é mais sábio do que qualquer outro animal.
Cobras, na verdade, são criaturas maravilhosas. Quer dizer, elas são criaturas realmente incríveis. Você lê Provérbios capítulo 30 versículos 18 e 19, e você tem a maravilha de uma cobra em uma rocha. Mas este é um animal individual perverso, astuto, sutil, malévolo, mau, porque ele está sendo usado por uma inteligência sobre-humana para levar Eva e Adão a uma escolha para o mal, uma escolha que esta personalidade já fez. E ouça atentamente, essa personalidade dentro daquele animal sabia o efeito que a escolha de Adão e Eva iria causar. Adão e Eva não faziam ideia. Eles não tinham ideia do que aconteceria quando eles fizeram essa escolha.
Você vê, quando Lúcifer fez essa escolha pela primeira vez, ele fez isso porque ele disse: "Eu quero ser como Deus." E ele descobriu que, imediatamente, ele se tornou tanto o contrário de Deus quanto é possível ser. Deus é santo; ele ficou miserável. E ele diz a Eva, veja, a razão pela qual Deus não quer que você coma é porque se você comer você vai se tornar como Deus. Ele só está levando-os exatamente pelo mesmo cenário, só que ele sabe exatamente que efeito isso terá. Ele não entende o aspecto procriativo, mas ele entende que se eles pecarem, eles vão experimentar exatamente o que ele experimentou, o desejo de ser como Deus se torna a realidade de ser tão diferente de Deus como é concebível, e o que Eva descobriu é que ela pensou que poderia ser como Deus, e acabou na mesma situação, tão ao contrário de Deus quanto possível.
Esta é uma cobra sutil. Esta é uma cobra que odeia Deus. Esta é uma cobra que está com raiva de uma circunstância em que se encontrava, este Satanás, este dragão, esta serpente. Ele quer puxar esta nova criação maravilhosa, ele deve ter, Satanás deve ter olhado para a criação de Adão e Eva: isso não se parece com nada que eu conheço. Anjos não procriam, para assim multiplicarem e encherem a terra, plenificam a terra e detém a soberania sobre essas criaturas maravilhosas. Sabe, é incrível para você e eu ir a um zoológico, mas imagine seres angelicais vagando nos primeiros dias do Éden. Que coisas maravilhosas Deus fez. E o malévolo e perverso Satanás e seus outros domínios querendo puxar tudo para baixo em iniquidade, e é isso que leva a este cenário.
Essa personalidade tinha mais conhecimento natural. Ele sabia da proibição. Ele sabia que Deus tinha dito, não coma daquela árvore. Ele alegou só não saber o que Deus disse. Ele alegou, ouça, saber mais do que Eva. Ele afirma saber mais do que Eva. No versículo 4, a serpente disse à mulher: "Você certamente não morrerá". Eu sei mais do que você, você acha que vai morrer? Não, eu sei mais do que você. Ele diz saber mais do que Eva sabe. Seus pensamentos são moralmente miseráveis. Cobras não têm pensamentos morais, répteis não têm pensamentos morais, eles não podem fazer julgamentos morais. Esta é uma criatura que é má de propósito, o mal oposto a Deus, o mal oposto ao homem. E ele oferece a Eva a promessa de bênção inigualável. Quer dizer, o que poderia ser melhor do que ser como Deus? Mas ele sabe que quando você procura ser como Deus, o resultado final é vergonha, degradação, miséria e condenação. Ele já sabe porque é isso que ele experimentou. O fato de ele ter sido amaldiçoado indica que ele era um ser moral responsável.
Agora, quem era essa criatura? Quem era este? Vá até o fim da Bíblia. É por isso que você tem que tomar todo o conselho de Deus, porque senão você realmente não obtém a identificação clara Dele. Nada é dito, a propósito, em Gênesis 3 sobre Satanás. Satanás nunca é mencionado em Gênesis 3. Então, vamos até o fim da Bíblia para descobrir quem ele é. O livro de Apocalipse, versículo 9 capítulo 12. [Apocalipse capítulo 12 versículo 9,] há muito aqui, mas vamos saltar para o versículo 9 por causa do tempo. E aqui você encontra novamente estes dois termos como que emprestados do hebraico, onde no Antigo Testamento, ele é chamado nachash e tanino que é tanto serpente ou réptil e dragão. E versículo 9, "E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás." Agora, há uma designação muito clara. Quem é essa serpente? Quem é esse dragão? Quem é aquele original antigo que engana o mundo inteiro? Não é outro senão o diabo e Satanás. Lá ele é claramente identificado.
Agora, volte-se para o 20º capítulo do Apocalipse e versículo 2, o versículo 1 realmente pode iniciá-lo. "Um anjo", este é o tempo do reino milenar, depois da Segunda Vinda de Cristo e julgamento descrito no capítulo 19, "E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás."
Então, realmente, não há nenhum problema em identificar quem é esse, porque ele é identificado no final, quando é hora de Deus assumir e pôr fim às suas iniciativas. Ele é uma serpente ou o dragão. E eu acho que a combinação dessas duas palavras sendo usadas no Novo Testamento, juntamente com as duas palavras hebraicas sendo usadas um pouco alternadamente indicam que você não tem apenas uma cobra aqui; você tem algum tipo de réptil que poderia ser chamado de serpente, por um lado e um dragão, por outro. A diferença é como pensamos em uma serpente, pensamos em uma criatura sem pernas; como pensamos em um dragão, pensamos em uma criatura com pernas, algum tipo de criatura incrível e maravilhosa que talvez não tenhamos nenhuma indicação no mundo criado hoje.
Agora, você tem um comentário do Novo Testamento. Vou fechar com isso. Temos um comentário do Novo Testamento sobre Gênesis 3 em dois lugares. Segunda aos Coríntios 11, isso continua a nos ajudar a entender quem é essa serpente. E também para demonstrar a veracidade deste relato. Em 2 Corintios 11:3 Paulo diz: "Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia." Há a mesma idéia de astúcia, há aquela serpente e há Eva novamente. A base, esta é uma afirmação do Novo Testamento para a realidade do relato do Antigo Testamento. Esta não é, novamente, uma lenda, esta não é uma fábula, esta não é uma parábola, este é um relato real. A serpente enganou Eva por sua astúcia. E isso simplesmente afirma e faz comentários ao que vemos no capítulo 3 de Gênesis.
Também é verdade em 1 Timoteo 2. Quero que olhe para os versículos 13 e 14, que o padrão do que aconteceu no Jardim é sustentado pelo Novo Testamento. [Versículo 14 de 1 Timoteo 2.] Primeira Timoteo 2:14, "E Adão não foi enganado", ok, você deve se lembrar disso, não foi Adão que foi enganado. Adão não foi enganado, quem foi enganado? Eva. Ela estava lá, ela foi enganada, e Adão apenas diz, ei, sim, se você vai fazer isso eu vou fazer isso também, e pulou dentro. Não houve engano. Isso afirma a história exatamente do jeito que ela se desenrola em Gênesis. Isto é importante? Claro que é importante, porque o próprio fato de ser representação histórica acurada apoia o fato de que o homem é o chefe da mulher, porque uma mulher fora da autoridade de seu marido, agindo de forma independente, é mais suscetível ao engano. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. Não foi Adão quem foi enganado, mas a mulher sendo enganada, caiu em transgressão. Então, lá temos no Novo Testamento a identidade clara de quem era a serpente, e a afirmação dessa tentação pelo diabo.
Agora, o que podemos dizer ao resumir tudo isso? A personalidade, digamos, no réptil, não é identificada em Gênesis 3. Mas podemos saber disso: há uma personalidade real lá. Há uma personalidade que se opõe a Deus, colocando em cheque a Palavra de Deus, colocando em cheque o caráter de Deus, impugnando Deus, e dizendo que Deus simplesmente não quer que você saiba tudo o que sabe porque Ele é egoísta, na verdade. Então, aqui está uma personalidade, uma personalidade malévola, perversa, malvada e cruel que se opõe a Deus, oposta ao homem, porque ele quer mergulhar a humanidade na mesma miséria em que ele está. Ele não vai a Eva e diz: "Faça o que fizer, Eva, não desobedeça a Deus. Faça o que fizer, Eva, não procure ser como Deus, eu sou testemunha viva de uma má escolha." Não há nenhum elemento disso em Satanás. Ele é miserável e malévolo de cima até embaixo, de dentro para fora, se você pode usar esses termos para um ser espiritual. Ele só procura o mal.
E assim, ele corre para destruir o homem. Ele é enganador. Ele está mentindo. Ele é hostil. Ele é mau. Ele é um assassino. Ele quer trazer a morte não só de todos aqueles anjos que foram com ele, mas a morte de toda a raça humana. Por mais poderoso que seja, por mais perverso que seja, por mais maligno que seja, ouça isso, ele está sujeito ao controle soberano de Deus. Agora ouça, sua tentação de Eva não envolve qualquer compulsão de sua parte. Ele não pode fazê-la pecar. Ele não tem esse poder.
Agora, deixem-me dizer uma coisa. O diabo ainda não pode fazer você pecar. Você ouviu? Ele não pode fazer você pecar. Quando você peca, você assume a responsabilidade. Ele não tem o poder de fazer você pecar. Ele não tinha o poder de fazer Eva pecar. Ela pecou por sua própria escolha. E Adão e Eva são totalmente culpados por seu pecado. Ele é um poder malévolo, mas está sujeito ao controle soberano de Deus. Vamos ver isso quando olharmos para a história de Jó na próxima semana. E seu poder tem seus limites. Deus diz que você tem muito espaço além do qual você não pode ir. E uma das coisas em que ele é limitado é o seu poder.
Pense assim, ele pensou que poderia ser como Deus. Mas vejam só! Ele não é onisciente, não é onipotente, e não é onipresente. E ele não é imutável. E ele não é soberano. Ele não é como Deus. Ele é totalmente tão diferente de Deus quanto uma criatura poderia ser. Ele não conseguiu o que queria. E como Martinho Lutero disse: "O diabo é o diabo do Senhor". Ele funciona dentro dos propósitos soberanos de Deus para alcançar as coisas que estão no decreto eterno de Deus para a salvação dos pecadores, a condenação dos pecadores e o triunfo final e destruição sobre o mal.
Agora, a palavra principal para ele, o nome principal é Satanás. [Satanás.] Ele é chamado assim, como acabei de ler para você em Apocalipse 12:9 e Apocalipse 20 versículo 2, mas ele também é chamado assim no Antigo Testamento. Isso mesmo. Três vezes, em três passagens, ele é identificado pelo nome Satanás. Satanás, para lhe dar uma pequena prévia da próxima semana, Satanás é uma palavra que significa adversário, ou oponente. Ele é o adversário de Deus, e ele é o adversário do homem. Ele poderia ser chamado de "o adversário" com um artigo definido, o adversário. E ele é o primeiro algumas vezes. A terceira vez que ele é mencionado, 1 Crônicas 21, ele é chamado adversário e ‘o adversário’ simplesmente significando um termo para identificá-lo, se torna um nome próprio e ele não é mais o adversário, ele é adversário, com um "S" maiúsculo, Satanás. A partir de então, ele é Satanás. Ele é o adversário de Deus e o adversário dos homens.
Segunda Corintios 11:2 diz: "Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus." Então, o que vamos fazer da próxima vez é que eu vou levá-lo através do Antigo Testamento e mostrar-lhe como Satanás é apresentado no Antigo Testamento. Vou mostrar-lhe também como ele caiu, porque ele caiu. E uma vez que entendermos a serpente, então vamos tratar da sua abordagem a Eva com maior compreensão e isso vai nos ajudar em nossa própria luta também. Muito bem, é o suficiente. Oremos.
Pai, Tua palavra novamente dá luz quando a verdade é aberta para nós. Agradecemos o poder que está em nós em Cristo, que nos permite exceder abundantemente acima de tudo que poderíamos pedir ou pensar. Agradecemos-Te que Satanás foi colocado aos nossos pés, como o Livro de Romanos nos diz. Agradecemos que ele é um inimigo derrotado. Obrigado por podermos resistir a ele e ele literalmente fugirá de nós com medo. Que grande confiança. Obrigado pela habitação poderosa do Espírito Santo. Agradecemos-Te a espada do Espírito, ao empunhar a verdade que nos leva a triunfar. Agradecemos que Tu nos mostraste que és um bom Deus, e somente bom, e sempre bom, e inteiramente bom, e que não criaste o mal. Embora tenhas dentro de teu decreto um lugar para o mal, para pooder revelar Tua glória. E que no final Tu podes trazer o potencial do mal para a realidade, para que ele possa ser destruído para sempre. Ansiamos por esse dia em que viveremos no mundo perfeito onde não há pecado, não há tristeza, não há sofrimento, e não há morte porque o pecado não existirá more . Até esse dia, que continuemos a ser triunfantes em superar o perverso pelo poder da Tua Palavra. Te agradecemos em nome do Salvador. Amém.
FIM

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